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"Curtidas"​ refletem mesmo o potencial do negócio?

  • Foto do escritor: Thiago Freitas
    Thiago Freitas
  • 23 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Esses dias li uma matéria de 2017 que foi publicada na edição on-line da Harvard Business Review que tinha como título "Marcas que recebem muitas “curtidas” podem ser superestimadas".


O título me intrigou, pois nos últimos tempos tenho visto várias grandes empresas focando seus esforços (financeiros e de pessoal) para aumentar sua presença on-line e digital, como se apenas o fato de estar "on" - ou nas mídias sociais - fosse um sinal de sucesso nos negócios.


A matéria transcorre sobre algumas pesquisas realizadas pela Harvard Business School e seus achados sugerem que a curtida no Facebook, por exemplo, pode não ser tão eficiente assim para gerar negócios (o que toda empresa quer e precisa) sendo ainda hoje difícil mensurar com clareza o ROI de uma ação de marketing on-line.


“O ato de curtir uma marca no Facebook — que exige apenas alguns segundos de atenção e um clique — pode ser um sinal de predileção do consumidor simplesmente muito fraco para inferir aumento na preferência pela marca”

Entretanto creio que um ponto deva ser mencionado - e em minha opinião ele faz uma considerável diferença: as pesquisas foram realizadas com produtos tangíveis (Coca-Cola, Pepsi e Burt’s Bees), ou seja, produtos que usualmente são adquiridos em lojas físicas e não produtos digitais em sua natureza - você não olha na Internet uma foto da Coca-Cola e no mesmo momento surge uma latinha gelada na sua frente... pelo menos ainda não.


Creio que essa possa ser uma das razões do relativo "não tão sucesso" com as curtidas.


Realizei um projeto de pesquisa há um tempo que buscava comparar o comportamento de compra das pessoas com sua personalidade. A teoria da personalidade que usei por base sugere que nossa personalidade é de certa forma "constante", não devendo variar de ambiente para ambiente. Entretanto o resultado foi ligeiramente diferente...


Os dados preliminares sugeriram que a personalidade dos sujeitos não só variava em relação as situações do cotidiano versus situações de compra, como ainda variava se a compra se dava em ambiente físico (loja) ou on-line.


O comportamento humano, principalmente relacionado ao consumo, é algo surpreendente. Entretanto pouco ainda se sabe sobre as motivações que nos levam para tal.


O fato é que mais pesquisas necessitam serem realizadas para compreender o real impacto dos meios digitais não só no consumo digital, mas também no dos produtos físicos promovidos por meio digital.




Abaixo compartilho o link da matéria da Harvard Business Review:

 
 
 

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